
“A espantosa realidade das coisas é a minha descoberta de todos os dias. (…) Só para ouvir passar o vento vale a pena ter nascido.”
Sou de sorriso fácil e brilho nos olhos e acredito que a vida é muito mais do que aquilo que pensamos e conseguimos ver. Fui percorrendo caminhos nem sempre planeados de procura e (des)encontro, de enraizamento e de mudança, de erro e de sucesso. Sou uma mulher “com pressa” e perfeccionista, em constante processo de aprendizagem de como integrar de forma mais consciente o trabalho, a parentalidade, o amor e o autocuidado.
No Mindfulness encontrei um modo de viver a vida (toda) com mais calma, maior presença e profundidade. É através da partilha do que acredito, aprendo e vivencio que me vou (re)encontrando e que me deslumbro. Comigo. Com os outros. Com a vida.

As minhas inspirações

Saúde e bem estar
Contribuir para uma melhor qualidade de vida das pessoas tem sido uma motivação muito presente no meu percurso, embora a forma de o fazer tenha vindo a mudar ao longo do tempo.
Comecei por uma aproximação bastante técnica e científica, com a minha licenciatura em Farmácia e os 20 anos que se seguiram na indústria farmacêutica. Foi também aí, dentro das organizações, que comecei a perceber melhor a complexidade daquilo a que chamamos saúde e bem-estar: não depende apenas do corpo, nem apenas da pessoa, mas também da forma como trabalhamos, nos relacionamos, decidimos e vivemos.
Ao longo dos anos fui alargando esse olhar, aproximando-me cada vez mais do comportamento humano e das dimensões emocionais e relacionais da saúde. Hoje interessa-me precisamente esse encontro entre ciência, saúde, bem-estar e vida real, procurando compreender a pessoa dentro do contexto em que vive e trabalha.

Mindfulness
O Mindfulness chegou à minha vida, por curiosidade e por necessidade. As ferramentas que conhecia esgotaram-se num período desafiante recheado de mudança, de muita (auto) exigência e de esgotamento físico, mental e emocional.
Com a prática de Mindfulness, a vida continuou com tudo aquilo que dela faz parte, mas eu aprendi a vê-la e a vivenciá-la de modo diferente. Observando, acolhendo, respirando, vivendo!
Com o tempo, percebi que o Mindfulness não era apenas algo que eu praticava. Foi entrando na parentalidade, nas relações e no trabalho (principalmente na liderança), ajudando-me a parar antes de reagir, ganhar perspetiva, olhar com mais gentileza e escolher com mais intenção.
Hoje continua a ser uma das bases da forma como vivo e trabalho: uma prática à qual volto continuamente e que gosto de levar para os espaços que crio com os outros.

Aprendizagem e facilitação
Desde muito cedo, de uma forma quase intuitiva, tiv tendência para criar espaços de conversa. Gostava de ouvir, de perceber os diferentes lados de uma história e, muitas vezes, acabava por ser aquela pessoa com quem os outros se sentavam para falar, pensar ou simplesmente tentar compreender melhor o que estavam a viver.
Durante muitos anos não lhe teria chamado facilitação. Era apenas uma forma natural de estar com os outros. Com o tempo, essa curiosidade pelas pessoas e pelas relações foi encontrando um lugar também na minha vida profissional e transformou-se numa parte muito importante do meu trabalho.
Gosto genuinamente de aprender, estudar, descobrir novas perspetivas, experimentar, fazer perguntas e explorar respostas. Gosto particularmente de partilhar aquilo que vou aprendendo e de observar o que acontece quando essa aprendizagem deixa de ser apenas conhecimento e começa a ganhar significado para cada pessoa.
“As pequenas coisas? Os pequenos momentos? Eles não são pequenos!”


